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Continua a distopia
Ana Bárbara Pedrosa escreve sobre o regresso de Trump à presidência dos EUA e sobre como o populismo opera num espaço de pós-verdade, onde a performance substitui os factos e o narcisismo corrói a liberdade de imprensa.
Coitado do menino chorãozinho
Uma crónica sobre Mário Machado e a tendência para o vitimismo entre quem mais intimida: a contradição entre a imagem pública de dureza e a queixa permanente de quem se sente perseguido.
O meu amigo novo
Reflexão sobre a relação com a inteligência artificial e o ChatGPT como ferramenta para explorar processos mentais. A autora interroga o que significa a interação digital ter substituído, em parte, a conversa humana.
Escritores nas horas vagas
Ana Bárbara Pedrosa reflecte sobre o paradoxo de escrever romances a tempo parcial: "um romance exige tempo e dinheiro", e a escassez de horas resulta em menos atenção ao detalhe e à complexidade narrativa.
A que distância fica Moçambique?
Crónica escrita durante a residência literária em Maputo, onde a língua partilhada se revelou estranha no seu uso local. De Lisboa a Maputo são 8407 quilómetros — uma distância que não é só geográfica.
"Tananarive": beleza desenhada
Crítica à banda desenhada "Tananarive", onde a beleza do traço e a construção visual da narrativa se impõem com uma força própria. Uma análise do lugar da banda desenhada na literatura contemporânea.
"As Filhas da Criada": um grande prémio de pequenos méritos
Uma crítica discordante sobre o Booker Prize: o livro premiado não convence pela escrita, e o ensaio questiona os critérios que guiam os grandes prémios literários e o que ficou de fora.
Em Maputo, o medo vem de todo o lado
Crónica escrita durante a residência literária em Moçambique. Uma cidade com a vida suspensa, onde o medo atravessa as ruas e os silêncios têm um peso diferente do que em Lisboa.
E se fosse o teu filho?
A partir do caso de Gisèle Pelicot em França, a autora questiona a desigualdade na educação sobre violência sexual: ensinamos as mulheres a evitar, mas não responsabilizamos os homens pelos seus actos.